“Casinha de Bambu”, novo espetáculo de Sílvia Negrão, estreia no teatro e celebra os 20 anos do seu primeiro espetáculo cênico-musical.
Espetáculo infantil “Casinha de Bambu”, de Sílvia Negrão, estreia no Teatro Raul Belém Machado, em BH, com apresentação gratuita no dia 6 de junho.
Montagem chega ao Teatro Raul Belém Machado para apresentação no dia 6 de junho. Peça leva música e teatro a crianças, compondo uma narrativa que valoriza a imaginação, o afeto e a cultura da infância.
Depois de percorrer centros culturais de Belo Horizonte e alcançar crianças de escolas públicas em diferentes regiões da cidade, o espetáculo Casinha de Bambu, terceiro trabalho cênico-musical idealizado pela premiada cantora, compositora e educadora Sílvia Negrão, chega ao Teatro Raul Belém Machado para sua primeira encenação em um palco teatral e aberta ao público. A sessão marca, ao mesmo tempo, a estreia da montagem em teatro e a abertura das celebrações pelos 20 anos da estreia de Catibiribão, a primeira montagem da artista, consolidando uma proposta que alia formação de público, acesso à cultura e valorização da infância. A apresentação acontece no dia 6 de junho, às 16h, com entrada gratuita. Os ingressos são retirados no site www.sympla.com.br.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, por meio do Instituto Unimed-BH.
Voltado especialmente ao público infantil, mas também a famílias, educadores e apreciadores da música para crianças, o espetáculo Casinha de Bambu reúne composições autorais e canções do folclore infantil brasileiro, resgatadas em diferentes regiões do país, e celebra a riqueza da cultura popular por meio de canções brincantes e arranjos originais. O repertório, composto por 16 músicas, conduz o público por paisagens sensíveis da infância, evocando experiências como o dente que cai, as cantigas de ninar, as brincadeiras de roda e os personagens imaginários, compondo uma narrativa que valoriza a música, a imaginação, o afeto e a cultura da infância.
A montagem é um misto de tradição e contemporaneidade, e nasce do álbum homônimo recém-lançado por Sílvia Negrão, integrando um percurso artístico em que a artista transforma seus discos em experiências cênicas. “Eu gosto de trazer as músicas dos discos para o espetáculo. E não apenas como um show, mas também na linguagem cênica. Porque trazer a música para o teatro enriquece e oferece uma outra experiência estética para as crianças”, afirma. “O meu foco principal é a música, é fazer com que ela encante e permaneça na vida da criança, seja por meio dos sentimentos e imaginação que a música permite ou da materialização dessa imaginação que o teatro proporciona.”
Em cena, a artista e sua banda – formada por Solange Guedes, Marcílio Rosa, Fernando Feijão e Caio Gracco, além da atriz Juliana Martins, que também assina a direção – constroem um ambiente interativo, no qual música, teatro e imaginação se entrelaçam.
O processo criativo do espetáculo parte da organização do repertório e da construção de imagens que conectam as canções em uma narrativa fluida. As músicas dialogam com o universo infantil ao abordar descobertas, fantasias e experiências cotidianas. “As músicas foram pensadas para aguçar a curiosidade da criança, para falar do mundo dela, das descobertas, da imaginação e também de momentos reais da vida”, explica. Já a seleção do repertório folclórico traz canções originárias do Pará, Bahia, Goiás, Amapá e Minas Gerais, e nasce de uma pesquisa afetiva e intuitiva: “Quando uma música me encanta, fala ao meu coração, pela melodia ou pelo inusitado, eu sinto que ela é boa para as crianças. É uma escolha muito intuitiva, que busca aquilo que conversa com o universo infantil.”
Para Sílvia Negrão, o espetáculo também se posiciona diante dos desafios contemporâneos do consumo musical na infância. “É muito importante trazer as canções com elementos musicais de primeira linha. Há muito conteúdo disponível, mas nem sempre com qualidade. A gente tem esse cuidado de oferecer a melhor qualidade artística, porque a arte nos preserva, nos move, nos conecta e aprimora”, afirma.
Com mais de duas décadas de atuação como educadora musical, Sílvia Negrão desenvolve uma pesquisa contínua sobre a música de tradição oral e sua relação com a infância. Esse trabalho se traduz em uma abordagem artística que valoriza o lúdico, a escuta sensível e a participação do público.
O ano de 2026 está sendo de muita festividade para Sílvia Negrão, que além de comemorar os 20 anos do seu primeiro trabalho no teatro, estreia o terceiro espetáculo cênico-musical, Casinha de Bambu, e se prepara para lançar dois vídeo-clipes e um curta-metragem. “A montagem e circulação do Casinha de Bambu têm para mim um sabor mais intenso de realização, pois vêm dar início às comemorações pelos 20 anos da estreia do Catibiribão, meu primeiro espetáculo cênico-musical”. Fazendo parte da montagem do Casinha de Bambu, Sílvia produziu o videoclipe da animação “Hoje é Pizza”, uma das músicas do espetáculo. O clipe é projetado antes de cada apresentação de Casinha de Bambu e ainda neste mês de maio será lançado no YouTube da artista. “E mais novidades precedem a estreia do Casinha de Bambu. São muitos motivos para celebrar e novos projetos estão vindo por aí”, diz Sílvia.
Em atividades de montagem desde setembro de 2025, antes de ocupar o teatro, o Casinha de Bambu iniciou sua circulação em abril deste ano, passando pelos Centros Culturais Venda Nova, São Geraldo, Jardim Guanabara, Padre Eustáquio e Vila Santa Rita. A trajetória privilegiou territórios fora do eixo central e dos grandes teatros, reforçando o compromisso com a descentralização cultural e o acesso democrático às artes. “Agora, Casinha de Bambu encerra sua circulação reafirmando o papel da cultura como ferramenta de formação e encontro”, sublinha Silvia Negrão.
Silvia Negrão
Cantora, compositora, educadora e escritora, Sílvia Negrão dedica sua obra à valorização da infância por meio da música, da literatura e da cultura popular brasileira.
Natural do Pará e radicada em Belo Horizonte, lançou os álbuns Catibiribão Vol. 1 e 2, Rabiola Ola Catibiribola (indicado ao 25º Prêmio da Música Brasileira) e, em 2024, lançou o álbum digital Casinha de Bambu, que originou um livro homônimo multimídia e o clipe Dente Mole. Tendo também, seu espetáculo Catibiribão selecionado pelo Itaú Cultural e exibido pela TV Rá-Tim-Bum.
Premiada em Minas Gerais (Linguagens Artísticas Individuais) pelo conjunto de sua contribuição à cultura musical e indicada três vezes ao Troféu Faísca como melhor cantora, Sílvia estreou em 2025 na literatura infantil com O Helicóptero. Em 2026, Silvia Negrão lançará a música que fez para a personagem principal do livro, reafirmando seu propósito de criar conexões musicais afetivas e relevantes com o público infantil.
O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.
SERVIÇO
Espetáculo musical “Casinha de Bambu”
Data: 6 de junho, sábado, às 16h
Local: ESPAÇO CÊNICO YOSHIFUMI YAGI / Teatro Raul Belém Machado
(Alípio de Melo - Belo Horizonte)
Entrada gratuita. Retirada de ingressos no site www.sympla.com.br ou na bilheteria do teatro
Classificação: Livre
Duração: 1 hora
Acessibilidade: tradução em Libras
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